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A origem do teatro

Iniciemos dizendo que o teatro sempre esteve presente no contexto das representações religiosas das mais antigas civilizações, quer ocidentais, quer orientais.

Na Índia, desde o século XVI a.C., atribuía-se a paternidade do teatro litúrgico a Brama. O budismo instituiu, na China antiga, um verdadeiro teatro religioso. O Egito realizava um teatro cujos temas centrais eram a ressurreição de Osíris e a morte de Hórus.

Nos tempos pré-helênicos, os cretenses já celebravam seus mitos em teatros, dos quais as escavações em Knossos dão testemunho, remontando ao século XIX a.C.

Até os fins do século VI e início do V a.C., historicamente, temos o teatro litúrgico, cujo escopo era atestar a imortalidade da alma; isto inclusive, na própria Grécia.

Este teatro litúrgico era praticado na Hélade como principal elemento da religião dos mistérios, da crença esotérica na imortalidade da alma e na existência de uma vida pós-tumular. Ligava-se ao culto de Perséfone, a filha de Deméter, que, raptada pelo Deus infernal, Hades, lançou a mãe em desespero absoluto. A paixão de Deméter, senhora dos campos, causou esterilidade das sementes, desastres nas colheitas, os animais morriam de peste, as mulheres abortavam. Deméter, alucinada de dor pelo desaparecimento de sua filha adolescente, convidada para um banquete sacrílego, não se apercebe da afronta que Tântalo propõe aos Imortais, e pratica, inadvertidamente, uma das raras ações antropofágicas da mitologia grega. Por este insulto, estaria condenado o clã dos Atridas às ações trágicas, que culminariam no ódio aberrante de Electra por sua mãe.

Pois bem, para que céus e terra, olímpicos e etonianos pudessem voltar a uma convivência equilibrada, negociaram a mãe e o raptor, que a jovem deusa Perséfone passaria seis meses do ano nas profundezas infernais, reinando como soberana ao lado de Hades, seu marido. Nos outros seis meses, retornaria à companhia de sua mãe. O primeiro período corresponderia aos meses de outono e inverno, em que a natureza fenece e não há colheita. O segundo, quando os campos florescem e a natureza festeja a sua pujança, seria o período de primavera-verão, destinado, todavia, ao ciclo intermitente das estações, como que lembrando que todo retorno é já uma nova partida. A Perséfone que vem de encontro à mãe já não é a adolescente púbere que Deméter conhecia, mas a mulher transformada pelo encontro com Eros, nos braços de Tânatos, outro nome do próprio Hades.

Esse enredo mítico era celebrado, anualmente, como o ‘drama do retorno’, realizado em três partes: rapto de Perséfone, paixão de Deméter; e retorno de Perséfone. Realizado em locais de culto, por iniciados e postulantes, e em consonância ao que determinavam os rituais mistéricos e seus sacerdotes, tratava-se de dramaturgia eminentemente religiosa.

O teatro surge como novidade artística, na Grécia do século V a.C., trazendo normas estéticas, temas e convenções próprias. Segundo Aristóteles (384-322 a. C.), as principais formas dramáticas então conhecidas, a tragédia e a comédia , evoluíram, respectivamente, do ditirambo e das canções fálicas. O passo decisivo para a fixação e evolução desse teatro foi, sem dúvida, a instituição do Estado dos concursos públicos, em 534 a. C. , o que coincide com a estabilização do governo democrático em Atenas. A regulamentação dos concursos exigia a inscrição, por candidato, de três tragédias e um drama satírico. As cerca de trinta peças que sobreviveram de mais de mil escritas só no século V, são, ao lado da obra teórica de Aristóteles, infelizmente fragmentada, os principais documentos que temos para embasar nosso conhecimento do que foi o tetro grego. Essas peças pertencem a três tragediógrafos, Ésquilo (525-456 a. C.), Sófocles (496-406 a. C.) e Eurípedes (484-406 a. C.), e a um comediógrafo, Aristófanes (448?-380? a. C.).

Os concursos dramáticos aconteciam durante três festivais que eram organizados anualmente em honra ao deus Dionísio. Eram eles o de Lenaia, a dionísia rural e a dionísia urbana. A administração desses festivais ficava a cargo de um arconte, o principal magistrado civil de Atenas. O custo da produção era dividido entre o Estado, responsável pela manutenção do teatro, pelo pagamento do coro e dos prêmios, e os coregos, espécie de mecenas da época, escolhidos entre os poderosos da cidade, que subvencionavam os atores, os cenários e os figurinos. Cada concurso comportava três concorrentes trágicos e cinco cômicos. Os prêmios eram destinados aos poetas e, mais tarde, também aos atores e coregos. Não é conhecido, porém critério que estabelecia quem concorria a premiação.

A presença de um coro, dominante na obra de Ésquilo e substancialmente reduzido na de Eurípedes, foi contudo, uma constante no teatro grego. As funções do coro foram muitas, desde agente da ação, em Ésquilo, a modelo ético e padrão social. Chamado de o espectador ideal pela crítica do século XX, o coro permite, ainda, a criação de atmosferas, acrescenta música e movimento ao espetáculo, além de possibilitar convencionais passagens de tempo.

Os efeitos visuais de espetáculo grego ficavam por conta da indumentária e do uso da máscara. Um sapato de solado exageradamente alto, chamado coturno, era supostamente usado. Tal tipo de calçado elevaria a estatura do ator e ajudaria projetar a figura.

A arquitetura do teatro grego era estruturada em dois segmentos separados, o ” théatron” e a ” skené” , ligados pela ” orchéstra” . A lotação completa de um auditório era cerca de 20 mil pessoas, mais ou menos 10% da população da Ática no século V.

A vitalidade do teatro grego decaiu após o século I d. C. . Com a supremacia de Roma em toda a parte oriental do Mediterrâneo, os modelos da cultura grega foram, gradativamente, sendo substituídos. As marcas do teatro grego, contudo, se fazem sentir hoje no melhor do teatro do Ocidente.

Vocabulário

- Osíris: é o único entre os deuses egípcios que tem um “destino”, núcleo do seu ser e em cujo centro está a morte.

- Hórus: “criança divina”. Hórus é também o “herói” divino como guerreiro e caçador crescido

- Perséfone: deusa dos infernos e companheira de Hades

- Deméter: pertence à segunda geração divina, a dos Olímpicos. É filha de Crono e Réia. Divindade da terra cultivada, ensinou aos homens a arte de semear e colher o trigo, de fabricar o pão. É chamada a deusa mãe, ou a Grande Mãe

- Hades: deus dos mortos, filho de Crono e Réia, teve o mundo subterrâneo. Tinha sido engolido por Crono, seu pai, e depois rejeitado.

- Tântalo: filho de Zeus, reinava na Lídia, sobre o Monte Sípilo. Rico e amado pelos deuses, que o admitiam em seus festins, era amado também pelos mortais.

- Electra: filha de Oceano e de Tétis, foi casada com Taumas e mãe de Íris, a mensageira dos deuses, e de duas Harpias.

- Tragédia: A tradição atribui a Téspis a criação da primeira tragédia. Quanto a sua origem, aceitemos a opinião de Aristóteles de que a tragédia provém do ditirambo. Os conceitos de Aristóteles sobre o fenômeno trágico, a despeito de terem sido os primeiros, permanecem íntegros até hoje, ponto de referência obrigatório, aliás, para qualquer discussão sobre a matéria. Entre esses conceitos, destaque-se o de ação*, o de imitação* e o de catarsis*. Aristóteles diz que ” a tragédia é a imitação de uma ação importante e completa, de certa extensão; num estilo tornado agradável pelo emprego separado de cada uma de suas formas, segundo as partes; ação apresentada, não com a ajuda de uma narrativa, mas por atores, e que suscitando a compaixão e o terror, tem por efeito obter a purgação dessas emoções” (Poética cap.VI).

A base sobre a qual evoluiu o sentido do trágico, em qualquer época ou cultura, pode, finalmente, ser definida como a consciência da atitude íntegra e corajosa do homem

Face à derrota causada pela sua própria limitação diante de forças que lhe são superiores.

- Imitação*: para Aristóteles, a imitação é algo instintivo ao homem. Assim sendo, este se expressa artisticamente reproduzindo a realidade que o cerca, ou seja, “imitando” essa realidade através de um processo de representação. A imitação, segundo Aristóteles, é um princípio comum a todas as artes, poesia, música, dança, pintura ou escultura. As diferenças que essas artes apresentam são, pois, de natureza formal, e podem ser quanto ao meio empregado para imitar, quanto ao objeto imitado ou ao modo de imitação.

- Ação*: por ação, consideremos, como Hegel (1770-1831), ” a vontade humana que persegue seus objetivos ” (parafraseado por Renata Pallottini em Introdução à Dramaturgia, p. 16)

- Catarsis*: termo empregado por Aristóteles para definir a finalidade última da tragédia como sendo a purgação ou purificação das emoções de terror e compaixão. A complexidade de determinar um significado preciso para tal conceito está relacionada tanto a problemas de tradução quanto a problemas de interpretação. Catársis, em grego, na verdade pode significar tanto ” purgação” , no sentido médico de limpeza do corpo, como ” purificação”, no sentido religioso de limpeza de espírito.

- Comédia: uma das formas principais do drama, que enfatiza a crítica e a correção através da deformação e do ridículo. O efeito principal é provocar o riso. Historicamente, as raízes da comédia se perdem em períodos pré-documentados. A indicação mais precisa é dada por Aristóteles, de que a comédia resulta de cantos fálicos entoados em honra ao deus Dionísio (cap. IV da Poética)

- Ditirambo: forma pré-dramática pertencente ao teatro grego. Consistia em poesia lírica escrita para ser cantada por um coro de cinqüenta membros em cerimônias em homenagem ao deus Dionísio. O líder desse coro, ou corifeu, com a evolução do gênero, transformou-se num solista, ou, mais especificamente, no protagonista, e o diálogo que se estabeleceu entre ele e os demais membros do coro parece Ter sido, segundo diversos teóricos, entre os quais Aristóteles, uma das fontes da tragédia.

- Drama Satírico: no teatro grego, tipo de peça burlesca que era apresentada após a trilogia trágica. Nos dramas satíricos, um personagem central, geralmente um dos heróis trágicos vistos na trilogia precedente, era caricaturado numa situação ridícula qualquer. O comentário crítico era feito por um coro vestido de sátiros, os personagens mitológicos meio-homem, meio-cavalo que formavam a corte de Dionísio. Os dramas satíricos eram escritos pelo mesmo autor da trilogia, como parte integrante do concurso trágico. A linguagem verbal desses dramas era, em geral, licenciosa, e a gestual, verdadeiramente indecente.

- Arconte: no teatro grego, o principal magistrado civil de Atenas, responsável pela administração dos festivais dos festivais em que eram realizados anualmente os concursos dramáticos.

Coro: a principal característica do coro é falar ou cantar em uníssono. O coro aparece pela primeira vez no teatro grego, originário das festividades comunais, báquicas ou dionisíacas. O coro no teatro representa, em suas origens esse sentimento do coletivo que deu início à manifestação teatral na Grécia.

- Corego: as despesas com a produção de um espetáculo no teatro grego eram divididas entre o Estado, responsável pela manutenção dos teatros, premiação e pagamento dos atores, e o corego, responsável pelas despesas relativas ao coro, músicos, figurinos e adereços. O corego era um dos cidadãos de posses da comunidade.

- Indumentária: em termos gerais, a arte do vestuário em relação a épocas e povos. Em teatro, os trajes usados pelos pelos personagens das peças.

- Máscara: possivelmente , o mais simbólico elemento de linguagem cênica através de toda história do teatro. Seu uso, provavelmente, remonta à representação de cabeça de animais em rituais primitivos, quando ou o objeto em si ou o personagem que o usava representavam algum misterioso poder. No teatro grego a máscara foi utilizada tanto na tragédia como na comédia, atendendo a várias funções: diferenciar sexo e idade; permitir a execução de mais de um papel pelo mesmo ator; e segundo alguns teóricos, ampliar o som da voz humana numa espécie de caixa acústica.

- Coturno: calçado de solado alto, de aproximadamente 20 a 30 centímetros de altura, supostamente usado pelo ator trágico no teatro grego. A função desse tipo de calçado era elevar a estatura do ator, projetando-lhe a figura, o que se fazia necessário diante das enormes dimensões dos teatros.

- Théatron: Palavra grega para denominar o auditório dos antigos teatros. Literalmente significa ” lugar de onde se vê” .

- Skéne: o antigo teatro grego era constituído por duas unidades arquitetônicas separadas, o “théatron” e a “skené”, ligadas pela “orchéstra”. Literalmente, do grego, skené significa “tenda, barraca”, e originalmente o termo referia-se ao local onde os atores se vestiam.




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